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    Mães amorosas

    Romanos 16 é um capítulo repleto da prática da vida da igreja. Ali, o termo “igreja” ou “igrejas” é usado cinco vezes, e não de maneira doutrinária. Poucos outros capítulos nas epístolas usam os termos igreja ou igrejas tantas vezes. A primeira vez que se usa o termo igreja no capítulo dezesseis é no sentido de igreja em uma cidade, referindo-se à igreja em Cencréia.
    Além disso, em nenhum outro capítulo das demais epístolas é usado o termo “irmã” mais de uma vez. A palavra irmãos é bastante usada no Novo Testamento, mas a palavra irmã é bem menos frequente. Em nenhum outro lugar você vai encontrar a expressão “nossa irmã”. Paulo começa esse capítulo, dizendo: “Recomendo-vos a nossa irmã Febe”. Nos versículos seguintes ele saudou vários irmãos, mas não disse “nosso irmão”. Somente ao recomendar Febe é que disse “nossa irmã”.


    Sua Mãe e Minha


    Existe outro conceito incomum nesse capítulo acerca da vida prática da igreja, no versículo 13: “Saudai a Rufo, eleito no Senhor, e a sua mãe e minha” (IBB-Rev.). A ênfase de Romanos 16 está nas irmãs, e não nos irmãos; e há menção de uma mãe, mas não de um pai. Paulo não estava falando de irmã e mãe na carne. Quando diz: “Recomendo-vos a nossa irmã” ele não está se referindo a uma irmã na carne. A mãe mencionada era a mãe biológica de Rufo, mas Paulo também considerava sua mãe. Certamente ela não era a mãe carnal de Paulo. Não temos sequer um versículo que nos diga o nome da mãe e do pai biológicos de Paulo. A mãe no versículo 13 é a mãe de Rufo, porém, mais importante do que isso é que ela era mãe não na carne em relação a Paulo.
    O Novo Testamento nos diz que Paulo tinha pelo menos dois filhos, um chamado Timóteo e o segundo chamado Tito, mas eles não eram seus filhos biológicos. Paulo usa a expressão bastante íntima para chamá-los de filhos: “Timóteo, verdadeiro filho”, e “Tito, verdadeiro filho” (1º Tm 1.2; Tt 1.4). Entretanto, o Novo Testamento nos diz muito pouco acerca dos parentes dos apóstolos. Não podemos encontrar um versículo sequer que nos diga quantos filhos e filhas Pedro tinha. Mas Pedro disse que tinha chamado Marcos: “meu filho Marcos” (1º Pd 5.13b). Certamente Marcos não era filho biológico de Pedro. A Bíblia nos diz que a mãe de Marcos se chamava Maria, mas não diz o nome de seu pai. Pedro era o pai de Marcos, mas não na carne, e sim no espírito; era seu pai na fé comum.
    Nenhuma palavra na Bíblia é desperdiçada. De acordo com o registro de João 19, quando o Senhor Jesus estava sendo crucificado, sofrendo ali, já no fim da Sua crucificação, ele olhou para Sua mãe. Naquela hora, quatro irmãs em pé ao lado da cruz, observando o Senhor sendo crucificado. Maria estava lá, e a irmã dela, e ainda duas outras irmãs chamadas Maria. A irmã de Maria era a mãe de Tiago e João, de forma que esses eram primos de Jesus. Próximo do fim da Sua crucificação, o Senhor Jesus olho para Sua mãe e, em certo sentido, era como se lhe dissesse: “Mãe, não olhe para mim, mas olhe para seu filho”. Ao mesmo tempo, disse a Seu primo João: “Eis aí tua mãe” (Jo 19.25-27). Esse relato não é meramente uma história, e há uma razão para ser registrado somente no Evangelho de João, e não nos outros três evangelhos.
    Cada um dos evangelhos tem registros de certos eventos de modo significativos. Por exemplo: Lucas é um livro que fala da salvação, e nos dá um registro especial dos dois ladrões crucificados com o Senhor Jesus, um que escarneceu do Senhor e outro que repreendeu o escarnecedor e invocou o Senhor. O Senhor lhe disse que naquele dia o ladra estaria com Ele no paraíso (Lc. 23.39-43). Esse registro em Lucas não é meramente uma história. A palavra do Senhor para o ladrão na cruz indica salvação, e Lucas é um livro que trata desse assunto. Esse registro não está em João, pois João não enfoca salvação. O registro de Lucas não está em João, e o de João não se repete em Lucas.


    Uma Transferência De Vida 


    O Evangelho de João fala acerca da vida; não a vida natural, e sim a vida transferida da esfera natural para a esfera divina e transformada. A fim de cumprir seu propósito, João nos apresenta um registro que mostra como a vida dos crentes em Cristo pode ser transferida pela cruz de Jesus e pela sua ressurreição. Se olhar para a cruz de Jesus, você será transferido da esfera terrena para a esfera celestial. A palavra do Senhor Jesus para João e para Sua própria mãe nos mostra que Sua morte, que dispensa e libera vida, muda de esfera a vida das pessoas.
    Originalmente, João não era filho de Maria nem Maria era mãe de João. Mas, por causa da crucificação de Jesus, Maria, a mãe de Jesus, tornou-se mãe de João. João, que era filho da irmã de Maria, tornou-se filho de Maria. Isso não foi uma adoção, e não quer dizer que o Senhor Jesus estava ali como um juiz conduzindo um caso de adoção enquanto estavam todos em pé perante a cruz. Não foi uma adoção, e sim uma transferência de vida. De acordo com a vida da carne, João era sobrinho de Maria, que, por sua vez, era tia dele. Isto é, outra vida entrou neles. Nessa segunda vida, o sobrinho se torna verdadeiro filho, e a tia se torna verdadeira mãe.
    O Novo Testamento não nos diz os nomes dos filhos de Pedro segundo a carne. Mas nos fala acerca de marcos, Timóteo e Tito. O Novo Testamento, como registro de fatos espirituais, não nos fala do relacionamento familiar na carne. Antes, ele nos fornece um registro da nossa família no espírito. Temos o hábito de nos chamar de irmãos e irmãs na igreja, mas isso pode ser apenas um termo religioso, a menos que tenhamos percepção genuína de que somos irmãos e irmãs partilhando a mesma vida. Se não fosse recomendar sua irmã na carne para alguém, certamente haveria de sua parte uma profunda percepção de que existe um relacionamento especial entre vocês. A menos que você tenha percepção semelhante quando recomenda uma irmã no Senhor, chamá-la de irmã é simplesmente usar um termo religioso.
    Embora chamemos uns aos outros de irmãos e irmãs tantas vezes na vida da igreja, jamais ouvi os santos falarem dos filhos que têm na igreja, dos filhos no espírito. Essa palavra pode parecer meio áspera e talvez até ofenda alguns, mas precisamos de uma palavra categórica que penetre em nós. Espero que chegue o dia em que muitos santos tenham filhos segundo o registro espiritual. Não devemos chamar uns aos outros de irmãos ou irmãs se isso não tiver um significado profundo.
    Paulo diz: “Recomendo-vos a nossa irmã Febe” e “Saudai a Rufo, (...) e a sua mãe e minha”. Paulo fala de sua mãe. O Novo Testamento nos diz que ele tinha uma mãe, e que tinha dois filhos. Sua mãe era a mãe de Rufo, e seus dois filhos eram Timóteo e Tito. Mas com nenhum deles Paulo tinha qualquer relacionamento na carne.


    Mães na vida da Igreja 


    Para haver a vida prática da igreja do modo mais pleno, na igreja em uma cidade deve haver algumas irmãs de verdade e algumas mães de verdade. Quero compartilhar com as irmãs que sua necessidade é serem irmãs que servem, mas tenho especial encargo de compartilhar com vocês que é preciso que sejam mães. Enquanto houver carência de irmãs como Febe entre nós, a vida da igreja não será prática. Contudo, o serviço dessa irmã está no começo de Romanos 16, no primeiro versículo. Quando a vida da igreja na prática atinge o clímax, é porque em cada igreja deve haver algumas verdadeiras mães.
    Já cheguei a sugerir que as irmãs deveriam ser treinadas para servir, assim como enfermeiras passam por treinamento em hospitais a fim de cuidar de doentes, porém devo dizer que jamais houve em toda a terra uma escola preparatória de mães. Jamais ouvi dizer que alguém que tenha feito curso de como ser mãe antes de tornar-se mãe. A única maneira de se tornar mãe é dar à luz. Depois disso, o filho a força a ser treinada.
    Muitos pais tentam treinar os filhos. Por fim têm de desistir, pois o treinamento não é prático. É um tanto utópico. O treinamento mais prático para uma jovem ser mãe é um filho. Ontem ela não sabia ser mãe, mas hoje deu à luz, e amanhã já começará a ser treinada. Não vai demorar muito e ela formar-se nesse treinamento.
    Há vários princípios básicos muito bons que se perderam entre os crentes, por gerações. Se houvesse a prática de alguém cuidar de cada um dos recém-convertidos de modo particular, como verdadeiros pais e mães espirituais, muitos crentes novos seriam ajudados na vida espiritual e na vida da igreja.
    No seu treinamento em 1948, o irmão Watchman Nee disse aos santos, especialmente às irmãs , que elas deveriam ser como mães para outras jovens irmãs. Muitas irmãs podem cuidar, cada uma, de dois ou três filhos no espírito. Na maioria das vezes, os filhos não têm apreço pela palavra dos próprios pais, especialmente quando se tomam adolescentes. Mas se eu tomar seus filhos como meus, eles irão acatar minha palavra. Se meus filhos têm certos problemas, não vão se abrir comigo. Mas se você tomá-los como seus filhos, eles irão escancarar o coração para você. Embora não aceitem o que eu lhes diga, acolherão tudo o que você disser. Há muitos problemas entre pais e filhos adolescentes. Poucos filhos são submissos e obedientes. Contudo, os mais problemáticos ficariam felizes em ouvir alguém que não sejam seus pais.
    Todos precisamos de um segundo nascimento, e todos precisamos de uma segunda mãe. Se vocês, irmãs, pegarem o encargo, olhando para a cruz, sendo transferidas em vida e tomando alguns adolescentes como filhos, dentro de cinco anos haverá uma avivamento na igreja. A melhor maneira de ter uma transferência de vida é olhar para a cruz. Você precisa trazer um jovem até a cruz a fim de que ele olhe para Jesus crucificado. Ele (O Jesus da cruz) dirá ao jovem: “Olhe para sua mãe. Essa é sua mãe”. E dirá para você: “Essa é sua filha ou filho”.
    Todas as irmãs de todas as idades precisam ser mãe de alguém. Tomar conta de um jovem ou uma jovem as fará crescer e amadurecer. Se na vida natural a melhor maneira de uma jovem amadurecer é ter filhos, na vida espiritual ter alguns jovens como filhos espirituais fará você crescer muito mais.
    Entretanto, cuidar de alguns irmãos desse modo é um teste e tanto. Se a sua vida natural jamais foi crucificada e jamais sofreu transferência, essa prática vai se tornar uma armadilha. Você cairá no amor natural e estará presa pela emoção carnal. Tal prática só irá funcionar por meio de uma transferência de vida mediante a cruz.
    Na vida da igreja precisamos de irmãs e irmãos de verdade, e especialmente precisamos de verdadeiras mães. Todas as irmãs precisam ser encorajadas a cuidar de alguns filhos espirituais. Isso não é resultado de alguém comissionar vocês, irmãs, mas é preciso que vocês mesmas peguem o encargo.


    Proteção e Apoio


    Sem filhos espirituais seria fácil algumas irmãs se desviarem da fé. Não importa quão jovem você seja, ter um ou dois filhos espirituais será sua proteção e seu apoio de muitas formas. Cuidar desses filhos produzirá grande mudança em você. Uma jovem senhora que não tem filhos tem liberdade demais. Não tem limites nem coisa alguma que a prenda, mas também não tem proteção nem apoio. Dois filhos podem ser proteção, abrigo e limitação para a mãe, mas também irão guardá-la de ser derrotada. Sem filhos, é muito fácil cometerem erros, mas se há dois ou três filhos com ela o tempo todo, eles as guardarão de cometer erros.
    É preciso que todas as irmãs sejam mães de verdade. Nossa irmã Febe em Romanos 16. 1 era uma verdadeira irmã. Estava servindo, cuidando dos outros como enfermeira, era uma protetora cuidando de todas as necessidades dos outros. Mas ser tal irmã na vida da igreja não é a coisa mais elevada. Na igreja precisamos ter mães. Até os servos do Senhor precisam ter mães. O apóstolo Paulo precisava de mãe. A mãe de Rufo era sua mãe. Sem uma irmã como mãe para cuidar deles, todos os que estão encarregados do serviço do Senhor seriam triste.
    Muitas irmãs precisam tornar-se verdadeiras mães na vida da igreja. A melhor maneira de lidar com as senhoras que falam demais é dar-lhes doze filhos. Quanto mais filhos têm, menos vão gostar de falar e terão de ser práticas. Irão perceber que falar é teórico demais. A conversa delas se tornará um pedido de ajuda. Acabaram de dar banho em nove e ainda têm outros três. Não terão cabeça, energia, força, coração, capacidade nem tempo para falar acerca de quem está para se casar. Os filhos vão mudar toda a situação.
    Se você realmente ama o Senhor, precisa olhar a família da igreja, com vários adolescentes que precisam de mães espirituais que cuidem deles. Precisa pegar o encargo de cuidar pelo menos de um como filho espiritual. Todos os pais lhe dirão que precisam de sua ajuda.


    A Relação Familiar Prática

    Se na vida da igreja chamamos uns aos outros de irmãos e irmãs, contudo nas coisas práticas não cuidamos dos filhos uns dos outros, toda a segunda geração vai perceber que nossa irmandade não é genuína. Para eles, a irmandade na vida da igreja se torna algo abstrato. Mas, se alguém pega o encargo pelos jovens e cuida deles como seus próprios filhos, a irmandade na vida da igreja torna-se real e verdadeira. As duas partes receberão o benefício. Esse era o conceito de Paulo ao escrever Romanos 16. De outra forma, como poderia ele escrever desse modo: “Recomendo-vos a nossa irmã Febe...”? Isso significa que todas as pessoas naquela época na vida da igreja haviam sofrido uma transferência de vida mediante a crucificação e ressurreição de Cristo. Desse lado da cruz, Maria era Maria e João era João. Esses dois, em sangue e carne, eram sobrinho e tia. Mas, do da ressurreição, João se torna o filho de Maria, e Maria se torna a mãe de João. Eles têm um segundo relacionamento familiar, não o primeiro. O primeiro relacionamento familiar ocorre na carne, mas o segundo é na vida transferida. Essa questão está na Bíblia, mas foi perdida pela maioria dos crentes de hoje. 

    No Novo Testamento é realmente difícil descobrir a família carnal dos apóstolos. Mas é muito fácil ver que entre os primeiros crentes havia o segundo nascimento com o segundo relacionamento familiar. Entre os cristãos de hoje, fala-se acerca do segundo nascimento, mas raramente se fala acerca do relacionamento. Se temos o segundo nascimento, certamente temos o segundo relacionamento, isso é, a segunda família. Se temos a segunda família, certamente deve haver o relacionamento familiar. Não basta que estamos numa grande família. Temos de ter o relacionamento familiar com as verdadeiras irmãs e as verdadeiras mães.
    Cuidar dos outros não é fácil, e é ainda mais difícil receber o cuidado dos outros depois que somos adultos. Não obstante, todos precisamos do cuidado dos outros. O cuidado deles é nossa verdadeira nutrição e verdadeira proteção. As irmãs mais velhas não devem pensar que já não são filhas somente porque já se tornaram mães. Precisam aprender a ser filhas e deixar cuidem delas.
    Todos temos o segundo nascimento, e temos a segunda família. Na segunda família, todos precisamos ter o segundo relacionamento familiar. A família é questão de relacionamento. Se o relacionamento da família se desfaz, já não há família de verdade. Sem o relacionamento familiar, não podemos sentir-nos encorajados acerca da situação da vida da igreja. Sem a realidade dessas questões, não podemos ter o aspecto prático da vida da igreja.
    As irmãs precisam ser treinadas como servas, e precisam aprender a ser mães. Até que haja verdadeiras mães na vida da igreja, esta não será não será prática e não atingirá seu clímax.
    A questão de ser mãe lhe trará muitas lições, e verdadeiramente porá você à prova de muitas maneiras. Você verá como ama a si mesma mais do que outros, como se preocupa somente com você mesma. Todas essas coisas serão postas à prova e desmascaradas. Sem essa prova, você jamais poderia perceber o quanto é egoísta e está centrada em si mesma. Essas coisas não seriam desmascaradas até que tomasse alguns irmãos por filhos. Esses bons filhos espirituais iriam expô-la ao extremo.
    Talvez você fale acerca de ser quebrantada. Muitas vezes eu já disse que as irmãs precisam de um marido e alguns pequenos auxiliares para quebrantá-las, mas os que melhor nos quebrantam são os filhos espirituais. Quanto quebrantamento virá se você tiver alguém para cuidar como mãe. Precisamos da graça para tomar esse caminho. Não é adequado ser apenas irmão ou irmã de modo genérico. Todas as irmãs precisam ser servas, e quer tenhamos filhos ou não, todos precisamos ser mães. Essa é a melhor maneira de receber a benção, o crescimento, a espiritualidade e o verdadeiro desfrute do Senhor.
    Quando você se torna uma mãe assim, tudo na vida da igreja se torna prático. Não há mais conversa vã. As irmãs gostam tanto de conversar, porque não têm filhos e não cuidam dos filhos. Se você tiver um filho e cuidar dele, imediatamente se tornará muito prática. Ninguém mais pode ajudá-la tanto a ficar longe da sua disposição natural. Esse filho a levará da terra para o terceiro céu.
    Esta mensagem não é doutrinária, e sim mais do que prática. Só esta pequena expressão: “Saudai a Rufo (...) e a sua mãe e minha”, está repleta de significado. “Recomendo-vos a nossa irmã Febe”. Apenas esse pequeno comentário é muito significativo. A vida da igreja está aqui, revelada nessa passagem das Escrituras e revelada na mãe. Todas as irmãs precisam tornar-se mães.
    Na consideração de Deus, os filhos na carne não contam. Precisamos da segunda categoria de filhos, e todos precisamos de uma mãe para cuidar de nós. Nossos filhos espirituais é que contam aos olhos de Deus.
    Sem dúvida, Pedro tinha filhos na carne, mas não há registro disso no Novo Testamento. Quando ele foi solto da prisão, considerou para onde deveria ir, pois percebia que havia muitas casas com grupos de oração. Por fim, foi para a casa da mãe de Marcos. Essa palavra indica o relacionamento íntimo entre Pedro e Marcos. Na epístola de Pedro, ele nos diz que Marcos era seu filho. A história nos diz que Pedro ditou a maior parte do Evangelho de Marcos. Alguns expositores chamariam o Evangelho de Marcos de o Evangelho de Pedro. Vários versículos de Marcos nos dão indícios de que é a palavra de Pedro. Pelo fato de Marcos ter sido filho espiritual de Pedro, ele herdou todas suas riquezas espirituais.
    Romanos 16 é um capítulo que trata da vida prática da igreja; não fala da doutrina, mas do aspecto prático. Até que possamos ver as verdadeiras irmãs que servem e as muitas mães, nossa vida da igreja não será pratica nem atingirá seu clímax.
    Se vocês, irmãs, servirem como Febe e amarem como mães, posso assegurar-lhes que a igreja setenta por cento edificada imediatamente. Setenta por cento da edificação da vida da igreja depende das irmãs. Sem essa coordenação com as irmãs, não importa quanto os irmãos labutem na vida da igreja, haverá muito pouco resultado no que diz respeito à edificação. Quando as irmãs servirem e se tornarem mães, imediatamente a igreja será edificada. Por meio disso, haverá intensa conexão na edificação espiritual, e espontaneamente surgirá um reavivamento prevalecente. Satanás será derrotado. Ficará completamente comprovado o quanto isso depende das irmãs. Setenta por cento da edificação prática depende das irmãs. Todos temos de orar para que o Senhor tenha misericórdia da igreja de modo que todas as irmãs sejam Febe e sejam mães.


    Mensagem dada por Witness Lee em Anaheim, California, EUA, em 18 de março de 1975 – Palavra para as irmãs.


    Autor: Gino Iafrancisco