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    Dispostos a ser purificados e aperfeiçoados

    Aprendemos com o apóstolo Pedro que precisamos de um fogo ardente para purificar a nossa alma: "Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo" (1 Pe 1:6-7).
    Ele nos advertiu em sua epístola para que "não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando" (1 Pe 4:12-13).
    À medida que prosseguimos na vida cristã, o Senhor põe em evidência as impurezas de nossa alma e vem com Seu fogo para nos queimar. O fogo que Ele usa inicialmente tem uma determinada temperatura, contudo é suficiente apenas para queimar certas impurezas. Paulatinamente, o Senhor aumenta a temperatura, purificando-nos cada vez mais do nosso homem natural. Quando pensamos que tudo terminou, Deus ainda nos mostra mais de nossa vida da alma: nossa atitude incorreta, nosso orgulho, nosso egoísmo, nosso falar inadequado etc. O resultado desse queimar, contudo, é a salvação de nossa alma: "obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma." (1 Pe 1:9).
    As experiências espirituais de Pedro ocorreram dessa forma. Os sofrimentos pelos quais ele passou tinham por finalidade principal conscientizá-lo de que sua vida natural não agradava a Deus de forma alguma. Assim, a única saída para Pedro agradar a Deus foi purificar-se de sua vida da alma, lançando-a no fogo ardente do Espírito. Cremos que, sempre que ele se arrependia, seu arrependimento era cabal. Sem dúvida, por adotar essa atitude, a fé de Pedro se tornou mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo.
    O arrependimento cabal a que nos referimos implica renunciar à nossa vida da alma. Não se trata de simplesmente dizer aos outros que estamos arrependidos ou orar em voz alta ao Senhor, sem lidar com as possíveis impurezas de nosso coração. Somente atitudes exteriores são ineficazes. Negar a vida da alma significa aceitar interiormente a luz e o julgamento do Senhor sobre a nossa pessoa, deixando-O trabalhar em nós por meio do Espírito que está em nosso interior.
    Por diversas vezes deparamo-nos com as manifestações de nossa vida da alma, seja por atitudes ou por palavras. Quando isso ocorre, precisamos orar com fervor: “Senhor tem misericórdia de mim! Eu me arrependo. Quero lançar minha vida da alma no fogo do Espírito, para que ela seja consumida”. Esse tratamento da luz do Senhor sobre nós durará toda nossa vida, a fim de salvar nossa alma e retirar suas impurezas. Deus frequentemente permite situações que revelam o quanto nossa vida natural, nosso ego, é forte e resistente contra Sua vontade.
    Para que nossa vida da alma seja permanentemente negada e nossa fé seja refinada como o ouro é apurado pelo fogo, não basta recebermos a “luz do primeiro dia”. Precisamos da “luz do quarto dia”, que nos ilumina de modo específico e, com intensidade cada vez maior, conduz-nos ao real arrependimento.


    Autor: Igreja em Caçapava